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Artigo de Opinião

Recrutar agora, em Portugal, o que é?

Lisboa

02 of November of 2017


Recrutar em Portugal é, cada vez mais à semelhança da realidade vigente nos restantes países desenvolvidos, uma luta, uma batalha, uma incessante competição.

Uma competição, que deverá sempre ser encarada de forma saudável, que ora pende para um lado, ora para o outro. 
 
Nos extremos a Procura e a Oferta, conceitos tão familiares para quem é adepto da Economia, que jogam com as necessidades de uns, e as (in)capacidades de resposta de outros. Talvez, por isto, mais e mais, os processos de Recrutamento sejam encarados de forma crua, fria, redutora e matemática. Tudo tende a resumir-se a objetivos, metas, tempos e taxas. Todos se digladiam por forma a encontrar os melhores recursos, para as respetivas vagas, interna ou externamente, na ânsia de encontrar o perfect match. 
 
Mas, e tudo aquilo que não é mensurável? A forma como a competição decorre? De que ângulo deverá ser analisado o Recrutamento? Sob o ônus económico, dos resultados - que ganha peso de dia para dia - ou sob a perspetiva humana, do processo - cada vez mais colocada em segundo plano?
 
Do primeiro ponto de vista, em Portugal, com o crescendo das Empresas de Recursos Humanos, é facilmente deduzível que a vitória para uns implica a derrota alheia; que a sorte de uns corresponde ao azar de outros; e que as ferramentas de trabalho, cada vez mais, são o que distinguem a conquista e o sucesso de determinada empresa. Nomeadamente as bases de dados, as redes de contacto e a pegada digital – a meu ver, os três aspetos mais importantes e determinantes na capacidade de robustez de cada entidade em apresentar soluções e respostas.
 
Do outro lado da moeda, porém, o modo como os processos de Recrutamento são desenvolvidos, fala, ou assim o deveria, quanto à consistência, maturidade e solidez de cada empresa. Um Recrutamento, pela sua definição, não pode descurar o aspeto Humano que lhe é inerente, a forma como se recebem os candidatos, a atenção e escuta ativa que os mesmos merecem, o acompanhamento e feedback que lhes é devido, por direito, por, ainda que indiretamente, terem aceite entrar nesta feroz luta.
 
Recrutar em Portugal é, independentemente da realidade vigente nos restantes países desenvolvidos, um processo cada vez mais árduo e desafiador, que necessita de se soltar das amarras tradicionais e paternalistas, sem perder o que lhe é genuíno e positivo. 
 
É nisto que acredito, e é com isto em mente que trabalho, dia após dia, na ânsia de contribuir para um Recrutamento cada vez mais de igual para igual, da forma mais objetiva possível, conciliando tanto a visão focada nos resultados, quanto a que se debruça sobre o processo, e os guerreiros que nele se aventuram.